Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Benfica 6 - 1 Nacional

@ SL Benfica

 

O Benfica é o novo líder do campeonato, depois de golear o Nacional por 6-1 e beneficiar do empate do Sp. Braga em Vila do Conde. Nove meses depois, os encarnados regressam ao primeiro lugar, uma semana antes de visitarem o líder deposto.

Foi, uma vez mais, o Benfica das goleadas (ou touradas, tantos os «olés», além da confusão no túnel ao intervalo) a apresentar-se em cena, aquele que se agiganta na arena quando espicaçado. Fica o aviso, mais um. A quarta goleada da época (8-1 ao V. Setúbal, 4-0 ao Belenenses e 5-0 ao Leixões), a segunda consecutiva (e que o Everton dificilmente esquecerá), surgiu com a naturalidade de quem ambiciona ser campeão e não foi preciso... prometer.

 

Sete golos, o do Nacional em fora-de-jogo, um bem anulado a Saviola pelo mesmo motivo, duas grandes penalidades convertidas (uma forçada por Aimar), três grandes defesas de Bracali e duas expulsões foram os ingredientes de um jogo, desde logo temperado pela rivalidade de dois treinadores que não se suportam.

 

Jorge Jesus antecipou as dificuldades, só não imaginou que César Peixoto se lesionaria no aquecimento. A emenda foi determinante, com Fábio Coentrão a brilhar em campo e a mostrar que é jovem mas pensa como adulto. Já Manuel Machado alterou uma equipa que se adapta a qualquer esquema, deixando no banco Pecnik, uma das figuras de Bilbau.

 

Leandro Salino também ficou, entrando Tomasevic para a defesa, Edgar Costa para o miolo e João Aurélio para a frente.

 

O Nacional chegou à Luz com estatuto de quarto classificado, que partilha com Sporting, Rio Ave e Marítimo, e o acerto na estratégia durou 17 minutos, altura em que o Benfica inaugurou o marcador. Até então, falhavam ambos no último passe, com as defesas a mostrarem argumentos, ainda que Edgar Costa tenha protagonizado o primeiro remate do desafio logo aos seis minutos e que Quim desviou para canto.

 

Tudo fácil para os encarnados. Aimar colocou na esquerda, Coentrão cruzou rasteiro e Cardozo empurrou com afinação. Cinco minutos depois, Bracali negou o 2-0 a Di María.

 

Ruben Micael, que tanto queria marcar, acabou por assistir Edgar Costa no empate, aos 28 minutos. O avançado ganhou na corrida, bateu Quim com um remate na passada, mas estava adiantado.

 

Mais protestos se seguiriam, depois de Vasco Santos anular o golo de Saviola. Di María, de livre, colocou na área, Luisão antecipou-se à defesa e cabeceou para defesa incompleta de Bracali. Na recarga Saviola colocou dentro da baliza, mas o fora-de-jogo foi desta vez assinalado e bem.

 

Ainda antes do intervalo mais uma grande defesa de Bracali, a remate à queima-roupa de Ramires, também antes do intervalo o 2-1, por Saviola. Fábio Coentrão serviu o argentino e este cabeceou para a vantagem.

 

Os quatro dedos de Jesus

 

O segundo tempo arrancou com uma grande penalidade. Aimar sentiu a proximidade de Felipe Lopes e deixou-se cair, o castigo máximo foi assinalado. Cardozo encarregou-se de marcar e... não falhar.

 

Entrou Mateus, depois Pecnik no Nacional, mas foi o Benfica quem continuou a pressionar. Coentrão fugiu na esquerda, cruzou para Cardozo, este atrapalhou-se, mas ainda conseguiu servir Saviola, que atirou para o 4-1. Jorge Jesus virou-se para o banco do Nacional e mostrou quatro dedos, o número de golos marcados, em jeito de provocação.

 

A segunda provocação, a da vitória consumada, mas não ainda por estes números, deu-se aos 70. Saíram Aimar e Saviola, entraram Carlos Martins e Ruben Amorim. A gestão. O médio acabou por sair lesionado para a entrada de Nuno Gomes, seguiram-se mais dois golos, um do avançado, e a festa encarnada.

 

Nunca uma segunda-feira terá sido tão reconfortante, sobretudo para os mais de 47 mil adeptos presentes no Estádio da Luz. No final, buzinas na rua.

Fonte: MaisFutebol

 

 

@ SL Benfica

 

Avaliações

 

Di María, 8 - Nova exibição de luxo, salpicada com pormenores de fazer levantar os adeptos das cadeiras. Começou por fazer estragos à esquerda - obrigou Bracali a aplicar-se aos 22' e isolou Ramires (38') - e, na direita, a toada prosseguiu. Excelente o passe para Fábio Coentrão no lance que culmina no 4-1. (in O JOGO)

 

Di Maria - O espaço que Fábio Coentrão teve para brilhar esta noite deve-o, em grande parte, aos movimentos deste argentino que não sabe estar quieto. Esta noite não marcou, embora tenha tido uma oportunidade soberana para isso, nem fez assistências, mas, quem viu o jogo, tinha a certeza que iria figurar nesta lista de destaques. É ao acelerador desta equipa. Quando carrega no pedal, arrasta toda a equipa atrás dele. (in MaisFutebol)

Patrícia às 17:29
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1 comentário:
De Joana a 30 de Outubro de 2009 às 19:40
Agora é só goleadas e grandes exibições!

Grande 'Di'!

Parabéns pelo blog. Está espectacular!

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